sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O JARDIM DO SENHOR E A ESCATOLOGIA DO DOMÍNIO


O JARDIM DO SENHOR
Por. Rev.David Chilton
Tradução: Rev .João Ricardo Ferreira de França 

O que - ou bastante, quem - era necessário para esta graça e este chamado que necessitávamos? Quem, senão o próprio Verbo de Deus, que no princípio também havia criado todas as coisas do nada? Foi Ele, e somente Ele, quem transformou o corruptível em incorruptível e manteve para o Pai sua consistência e caráter com todos. Porque só ele, sendo o Verbo do Pai e acima de tudo, era em consequência tanto capaz de re-crear a tudo, como digno de sofrer por todos e ser embaixador para todos com o Pai.
Atanásio,  On the Incarnation  [7]

Os Animais do Jardim
            No Éden antes da queda, não havia morte (Romanos 5.12). Os animais não eram “selvagens”, e Adão podia nomear (a saber, classificar) aos animais sem temor (Gênesis 2.19-20). Porém a rebelião do homem resultou em terríveis mudanças no mundo inteiro. A natureza dos animais se alterou, de maneira que se converteram em uma ameaça para a paz e a segurança do homem. O domínio que Adão havia exercido sobre eles perdeu-se.
            Contudo, em Cristo o domínio tem sido restaurado (Salmos 8.5-8 comparem com Hebreus 2.6-9). Por isso, quando Deus salvou a seu povo, este efeito da maldição começou a ser revertido. Cristo lhes conduz por um perigoso deserto, protegendo-os de serpentes e escorpiões (Deuteronômio 8.15), e prometeu-lhes que na Terra Prometida seria semelhante ao Éden em sua liberdade dos ataques dos animais selvagens: “E eu darei a paz na terra, e dormireis, e não haverá quem vos espante; e farei cessar de vossa terra os animais nocivos, e por vossa terra não passará espada” (Levítico 26.6) Na realidade, esta é a razão ela qual Deus permitiu que Israel exterminasse aos cananeus de uma vez por todas: Os pagãos servirão como amortecedores entre o povo do pacto e os animais selvagens (Êxodo 23.29-30; Deuteronômio 7.22).
            Por conseguinte, quando os profetas predisseram a futura salvação em Cristo, a descreveram nos mesmos termos da benção do Éden: “E estabelecerei com eles aliança de paz e tirarei da terra as feras, e habitarão no deserto com segurança, e dormirão nos bosques”(Ezequiel 34.25). “Não haverá ali leão, nem qualquer animal feroz subirá por ele; não se acharão ali pra que o recorram os resgatados”. (Isaías 35.9). De fato, a Bíblia chega até a dizer que, a causa da penetração do evangelho no mundo, a natureza selvagem dos animais será transformada a sua condição original e edênica:
O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo  se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias  juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi. A criança  de peito brincará sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar. (Isaías 11.6-9; consultar Isaías 65.25).
            Por outra parte,  Deus advertiu, a maldição reapareceria se o povo se distanciasse da Lei de Deus: “Porque enviarei para o meio de vós as feras do campo, as quais vos desfilharão, e acabarão com o vosso gado, e vos reduzirão a poucos; e os vossos caminhos se tornarão desertos” (Levítico 26.22; consultar Números 21.6; Deuteronômio 28.26; 2º Reis 2.24; 17.25; Ezequiel 5.17; 14.15; 32.4; Apocalipse 6.8). Quando uma cultura se distancia de Deus, Ele entrega esse povo ao domínio dos animais selvagens, para evitar que esse povo tenha domínio ímpio sobre a terra. Porém, na cultura piedosa, esta ameaça contra vida e a prosperidade desaparecerá progressivamente, e finalmente, quando o conhecimento de Deus cobrir a terra, os animais serão domados e colocados novamente ao serviço do reino de Deus.
            Finalmente, em relação com isto, temos que considerar aos dinossauros, pois, existe toda uma teologia ao redor deles na Bíblia. Ainda que a Bíblia fale dos dinossauros terrestres (consultar behemoth em Jó 40,15-24, que alguns confundem com um hipopótamo, mas na realidade ele parece mais com um brontossauro), nosso interesse aqui se concentra nos dragões e as serpentes marinhas (Consultar Jó 7.12; 41.1-34) – alguns supõem que a criatura que se menciona na última referência, um enorme dragão que cuspia fogo e se chamava de leviatã, era um crocodilo!). Essencialmente como parte da boa criação de Deus (Gênesis 1.21): monstros marinhos, não existe “mau” acerca destas criaturas (Gênesis 1.21; Salmos 148.7), não há nada “mau” acerca destas criaturas (Gênesis 1.31; Salmos 148.7); porém, por causa da rebelião do homem, se usam na Escritura para simbolizar ao homem rebelde no cume de seu poder e sua glória.
            Na Escritura se fala de três classes de monstros Tannin[1] (dragão; Salmos 91.13), leviatã[2] (Salmos 104.26), e rahab[3] (Jó 26.12-13); em hebraico, esta palavra é completamente diferente do home da prostituta Cananeia que salvou aos espias hebreus em Josué 2. A bíblia relaciona cada um destes monstros com a serpente, que representa ao inimigo vil e enganoso do povo de Deus (Gênesis 3.13-15). Por isso, para demonstrar a vitória divina e o domínio divino sobre a rebelião do homem, Deus converteu a vara de Moisés em uma “serpente” (Êxodo 4.1-4), e a vara de Arão em uma cobra (tannin: Êxodo 7.8-12). Por conseguinte, na Escritura, o dragão / a serpente se converte em símbolo da cultura satanicamente inspirada e rebelde (Compare Jeremias 51.34), especialmente exemplificada pelo Egito em sua guerra contra o povo do pacto. Isto é particularmente certo com respeito ao monstro rahab (que significa o altivo), que frequentemente é sinônimo do Egito (Salmo 87.4; 89.10; Isaías 30.7). A libertação do povo do pacto por parte de Deus no Êxodo se descreve em termos tanto da criação original de Deus como de seu triunfo sobre o dragão:
Desperta, desperta, arma-te de força, braço do SENHOR; desperta como nos dias passados, como nas gerações antigas; não és tu aquele abateu ao Egito e feriu o monstro marinho? Não és tu aquele que secou o mar, as águas do grande abismo? Aquele que fez o caminho no fundo do mar, para que passassem os remidos? (Isaías 51.9-10)
            A Bíblia também fala do Êxodo como salvação contra o leviatã: “Tu, com teu poder, dividiste o mar; esmagaste sobre as águas a cabeça dos monstros marinhos. Tu despedaçaste as cabeças do crocodilo e o deste por alimento às alimárias do deserto” (Salmos 74.13-14).
            Por isso o cumprimento provisório da promessa feita no Éden, a cabeça do dragão foi esmagada quando Deus tirou seu povo do Egito. Claro que, a ferida na cabeça foi curada e o dragão (acompanhado pelo dragão-estado em sua imagem) continuou atormentando e perseguindo a semente da mulher (consultar Apocalipse 12-13). Isso ocorre várias vezes durante todo o Antigo Testamento, que registra numerosos esmagamentos da cabeça do dragão (Juízes 4.21; 5.26-27; 9.50-57; 1º Samuel 5.1-5; 17.49-51; 2º Samuel 18.9; 20.21-22; Salmos 68.21; Habacuque 3.13-14). Em termos da tríplice estrutura da salvação que vimos no capítulo anterior, a derrota definitiva do dragão teve lugar na morte e na ressurreição de Cristo, quando derrotou os poderes das trevas, desarmou as forças demoníacas, lançou fora o diabo, e o deixou indefeso (Salmo.110.6; João 12.21-32; Colossenses 2.15; Hebreus 2.14; Apocalipse 12.5-10; 20.1-3). Os profetas esperavam isto: “Naquele dia, o SENHOR castigará com sua espada dura, grande e forte, ao leviatã serpente veloz, e ao leviatã serpente tortuosa; e matará ao dragão que está no mar.”
            Progressivamente, as implicações da vitória de Cristo são desenvolvidas por seu povo a seu tempo e na terra (João 16.33; 1ª João 2.13-14; 4.4; 5.4-5; Apocalipse 12.1), até o triunfo final na consumação da história, quando o dragão seja por fim destruído (Apocalipse 20.7-10). Contudo, o ponto especial que se deve captar para a época atual é que devemos esperar crescentes vitórias sobre a serpente, que sido posto debaixo de nossos pés (Romanos 16.20). Ao escolher para os piedosos constantemente as bênçãos do Éden restaurado, o domínio de Satanás se encolherá e se desvanecerá. Isto está simbolizado pelo fato de que, quanto a todas outras criaturas sejam reatadas a sua natureza edênica, a condição da serpente permanecerá igual. Deus advertiu ao dragão que comeria o povo debaixo dos pés dos justos e este aspecto da maldição alcançará seu efeito pleno:
O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR (Isaías 65.25; consultar Gênesis 3.14)
As Árvores do Jardim
            Claro que, é desnecessário dizer que um aspecto fundamental do Jardim do Éden é que era um jardim: toda classe de árvores formosas e que davam frutos haviam sido plantadas ali por Deus (Gênesis 2.9). Antes da queda, o alimento era abundante e barato,  e o homem não tinha que gastar muito tempo buscando se sustento e refrigério. Em vez disso, passava seu tempo em atividades científicas, produtivas, e estéticas (Gênesis 2.15,19-20). A maior parte de seu trabalho tinha haver com investigar e harmonizar seu ambiente. Porém, quando se rebelou, isto foi mudado, e a maldição caiu sobre seu trabalho e seu ambiente natural:
E a Adão disse: visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; e fadigas obterás dela sustento durante os dias da tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão , até que tornes a terra, pois dela foste formado: porque tu és pó e ao pó tornarás. (Gênesis 3.17-19)
            Deus impôs a maldição da escassez, e a maior parte do trabalho do home se converteu em uma busca por alimento.
            Mas, na salvação, Deus restaura a seu povo ao Éden, e o alimento se torna mais barato e mais fácil de obter. E por sua vez, pode-se dedicar mais tempo a outras atividades: o aumento da cultura é possível somente quando o alimento é relativamente abundante. Deus dá ao seu povo alimento para dar-lhe domínio. A história bíblica da salvação demonstra isto por várias vezes. Em vários lugares, que não se pode mencionar a todos aqui, menciona-se aos homens piedosos próximos de árvores (Veja-se Gênesis 18.4,8; 30.37; Juízes 3.13; 4.5; 1º Reis 19.5; João 1.48; e, em uma tradução moderna, veja-se Gênesis 12.6; 13.18; 14.13; Juízes 4.11). Em nenhuma destas referências és absolutamente essencial para a própria história mencionar as árvores; em certo sentido, poderíamos pensar que este detalhe poderia ser deixado de fora: mas Deus quer que vejamos em nossas mentes a imagem de seu povo vivendo em meio à abundância, rodeado pelas bênçãos do jardim como aparecem restaurados na salvação. Quando Israel é bendito, encontramos a cada um dos homens sentado sob sua própria videira e figueira (1º Reis 4.25), e o mesmo se profetiza a respeito de todos os que vivem sob as bênçãos do Cristo, quando todas as nações acudam ao Monte do Senhor (Miquéias 4.1-4; Zacarias 3.10).
            Por esta razão, a imagem edênica de arvores, plantar, e frutos se usam através de toda a Escritura para descrever a obra da salvação de Deus. Ao cantar acerca da libertação do povo de Deus no novo Éden, Moisés disse: “tu o introduzirás e o plantarás no monte da tua herança”(Êxodo 15.17). O homem piedoso é “ como árvore plantada junto a correntes de águas, que no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (Salmos 1.3; consultar Jeremias 17.7-8). O povo do pacto é “como árvore junto ao rio, como aloés plantados elo SENHOR, como cedros junto às águas”(Números 24.6). “Dias virão em que Jacó lançará raízes, florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto o mundo”. (Isaías 27.6)
            O candelabro no tabernáculo era uma lembrança do Éden: na realidade, era uma árvore estilizada, adornada com bolbos e flores artificiais, todo feito de ouro puro (Êxodo 37.17-24). Também, o templo foi provido ricamente de simbolismo da restauração edênica: as paredes de cedro exibiam esculturas de abóboras, flores, palmeiras e querubins cobertos de ouro (1º Reis 6.15-36; consultar a visão do templo restaurado em Ezequiel 41.18-20). A arca da Aliança continha não somente a lei, mas também uma fonte de outro com manar e a vara de Arão que estava milagrosamente cheia de brotos, flores, e amêndoas (Hebreus. 9.4).
            O sumo sacerdote era um símbolo vivente do homem restaurado plenamente a  comunidade com Deus no Jardim do Éden. Sua frente estava coberta com uma placa de ouro, na qual estava gravada a frase: SANTIDADE AO SENHOR (Êxodo 28.36), como símbolo da eliminação da maldição na  frente de Adão. O peitoral estava coberto de ouro e outras pedras preciosas (Êxodo 28.15-30), e a borda de sua túnica estava circundada por romãs e sinos de ouro (Êxodo 28.33-35). Como outro símbolo da libertação da maldição, a túnica mesma era feita de linho (Êxodo 28.6), porque, enquanto ministravam, aos sacerdotes eram proibidos de levar sobre si nenhum artigo de vestuário de lã:
“[...]quando entrarem pelas portas do átrio interior, usarão vestes de linho; não se porá lã sobre eles, quando servirem nas portas do átrio interior, dentro do templo.Tiaras de linhos lhes estarão sobre a cabeça, e calções de linho sobre as coxas; não se cingirão a ponto de lhes vir suor.” (Ezequiel 44.17-18)
Em Gênesis 3.18-19, o suor é um aspecto do trabalho do homem caído sob a morte e maldição;  ao sacerdote, como Homem Restaurado, lhe era requerido levar o material de limpeza rápida de linho para mostrar a eliminação da maldição na salvação.
            O simbolismo edênico aparecia também nas festas de Israel, quando celebravam a abundância da provisão de Deus e desfrutam da plenitude  da vida e a prosperidade sob as bênçãos do pacto. Isto é particularmente certo das festas dos tabernáculos e as cabanas (também chamadas de “ajuntamento” em Êxodo 23.16). Nesta festa, se lhes requeria abandonar seus lugares e viver durante sete dias em pequenos “tabernáculos”, ou cabanas, feitas inteiramente dos “frutos de árvores formosas, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras”(Levítico 23.40). De modo geral, Israel habitava em cidades muradas, como proteção contra seus inimigo; no entanto, no momento próprio de prosperidade (o fim da colheita) – quando um ataque parecia mis possível – Deus lhes ordenava abandonar a segurança de seus lugares e viajar para Jerusalém a fim de viver em cabanas desprotegidas feitas de ramos, ramos de palmeiras, e frutos! Entretanto, Deus prometia que impediria que os pagãos lhes atacassem durante as festas (Êxodo 34.23-24), e Israel tinha que confiança no poder dEle.
            Obviamente, a festa era uma lembrança da vida no Éden, quando as cidades muradas eram desnecessárias; e apontava mais adiante, até o dia em que o mundo seria convertido no Éden e as nações converteriam suas espadas em arados (Miquéias 4.3). Por esta razão, também se lhes ordenou sacrificar 70 bois durante a festa (Números 29.12-38). Por quê? Porque o número das nações originais da terra eram 70 (são enumeradas em Gênesis 10), e a festa celebrava a reunião de todas as nações no reino de Deus; assim que se fazia a expiação por todas elas.
            É importante lembrar que os judeus não guardaram esta festa – na realidade, até esqueceram que estava na Bíblia – até seu regresso do cativeiro sob Esdras e Neemias (Neemias 8.13-18). Durante este período de renovação e restauração, Deus iluminou as mentes dos profetas para que entendessem a importância desta festa como uma profecia cumprida da conversão de todas as nações à fé verdadeira. O último dia da festa (Ageu 2.1), Deus falou por meio de Ageu: “Farei abalar todas as nações, e as cousas preciosas de todas as nações virão, e encherei de gloria esta casa [o templo], diz o SENHOR dos exércitos. Minha é a prata, meu é ouro, diz o SENHOR dos exércitos.” (Ageu 2.7-8). Por este mesmo tempo, Zacarias profetizou acerca do significado desta festa em termos da conversão de todas as nações e a santificação de todas as áreas da vida (Zacarias 14.16-21). E centenas de anos mais tarde, durante a celebração  da mesma festa, Cristo mesmo declarou seu significado: o derramamento do Espírito sobre o crente restaurado, de modo que a igreja se converte em um meio para a restauração do mundo inteiro (João 7.37-39; consultar Ezequiel 47.1-12).
            Israel haveria de ser o meio de levar ao mundo as bênçãos do Jardim do Éden: A Escritura faz o possível para representar isto simbolicamente quando nos conta (duas vezezes: Êxodo 15.27; Números 33.9) de Israel acampado em Elim, onde havia 12 poços de água (as 12 tribos de Israel) e 70 palmeiras (as 70 nações do mundo). Assim, pois, Deus organizou a Israel como um modelo a pequena escala do mundo, dando-lhe 70 anciões (Êxodo 24.1); e Jesus seguiu este padrão ao enviar 70 discípulos (Lucas 10.1). O povo de Deus é uma nação de sacerdotes (Êxodo 19.6; 1ª Pedro 2.9; Apocalipse 1.6), escolhido para levar a luz do evangelho a um mundo entenebrecido pelo pecado e pela maldição. Cada vez mais, a esperança expressada na festa dos tabernáculos se concretizará quando a terra inteira se converter em um Jardim (Isaías 11.9; Daniel 2.35); ao encher-se o mundo de bênçãos e segurança, não haverá mais necessidade das cidade muradas (Levítico 23.3-6; Isaías 65.17-25; Ezequiel 34.25-29). O Jardim do Éden, o Monte do Senhor, será restaurado na história, antes da Segunda Vinda, pelo poder do evangelho; e o deserto se regozijará, e florescerá como a rosa (Isaías 35.1).
            Por contraste, a Bíblia diz que Deus controla aos pagãos retendo-lhes o alimento e a água. Para entender a miséria de grande parte do chamado “Terceiro Mundo”, é necessário que olhemos primeiro para sua ímpia religião e sua ímpia cultura. A benção edênica de abundância jamais será sua a menos que se arrependam e creiam no evangelho. Por outro lado, as culturas cristãs (especialmente os países da Reforma), são abençoados com alimento relativamente barato e abundante. Porém, a advertência bíblica é clara: se nosso país continuar em sua apostasia, virá a fome, tão seguramente como nossos primeiros pais foram expulsos do Éden. O campo frutífero novamente se converterá em deserto:
Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do SENHOR, teu Deus, não cuidando em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje, te ordeno, então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão: Maldito serás tu na cidade e maldito serás no campo. Maldito o teu cesto e a tua amassadeira. Maldito o fruto do teu ventre, o fruto da tua terra, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. Maldito serás ao entrares e maldito, ao saíres. (Deuteronômio 28.15-19)
“Sobre a terra do meu povo virão[...]até que se derrame sobre vos o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em pomar, e o pomar será tido por bosque” (Isaías 32.13-15)


[1] NT: palavra no hebraico é !yNT; que foi traduzido como serpente.
[2] NT: Palavra no hebraico é !t;)y:(*w>li
[3] NT: a palavra no original é bh;r:

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O MONTE SANTO NA ESCATOLOGIA RESTAURACIONISTA


O MONTE SANTO
por: Rev. David Chilton
Tradução: Rev. João Ricardo Ferreira de França.
Portanto, quando os servos dos sumos sacerdotes e os escribas viram estas coisas, e ouviram Jesus dizer: “se alguém tem sede, venha a mim e beba” [João 7.37b], perceberam que este não era um simples homem como eles mesmos, mas que este era Aquele que dava água aos santos, e que era o que foi anunciado pelo profeta Isaías. Porque ele era certamente o esplendor da luz, e a palavra de Deus. E assim, como um rio, era também a fonte do paraíso; porém agora dá o mesmo dom do Espírito a todos os homens, e diz: “se alguém tem sede, venha a mim e beba. O que crer em mim, como diz a Escritura, de seu interior correrão rios de água viva” [João 7.37-38]. Isto não o dizia um homem, mas o Deus vivente, que certamente outorga a vida, e dá o Espírito Santo.
Atanásio, Letters [XLIV]
O Monte Santo: A Localização do Jardim.
            Ainda que usamos os termos Éden e jardim do Éden como sinônimos (como as vezes a Bíblia faz também), Gênesis 2.8 nos diz que o jardim foi plantado por Deus ao oriente da área conhecida como Éden – uma terra que originalmente estava situada ao norte da Palestina (consultar Salmos 48.2; Isaías 14.13; Ezequiel 28.14; e a discussão sobre os rios, mas abaixo). Quando o homem perdeu a comunhão com Deus e foi expulso do jardim, evidentemente saiu do lado oriental, poste o que havia sido ali onde Deus havia colocado os querubins guardavam o jardim contra intrusos (Gênesis 3.24). Isto levanta uma pergunta interessante: Por que foram colocados querubins somente do lado oriental? Um resposta provável é que o jardim era inacessível de todos os outros lados (consultar Cantares de Salomão 4.12), e que a entrada tinha que ser a “porta” oriental (isto concordaria com o significado da antiga palavra paradise, que significava um jardim fechado); no poema de Milton, o diabo entrou no jardim pulando o muro (consultar João 10.1):
Assim pulou o muro este primeiro grande ladrão do redil de Deus: Assim pulam  para a igreja seus obscuros capangas. [4.192-93]
            Aparentemente os piedosos tendiam a permanecer próximos da entrada oriental do jardim por algum tempo – talvez levando seus sacrifícios até a “porta” – porque quando Caim fugiu da “presença do SENHOR” (um termo técnico na Escritura para o centro oficial do culto), se dirigiu as partes mais distantes do oriente (Gênesis 4.16); longe de Deus e dos homens piedosos.
            Por isso, é significativo que a entrada ao tabernáculo estivesse no lado oriental (Êxodo 27.13-16): entrar na presença por meio da redenção é uma readmissão ao Éden por graça. A visão de Ezequiel do triunfo universal do evangelho mostra o curador rio da vida fluindo desde as portas do templo restaurado (a igreja, Efésios 2.19-22) até o oriente (Ezequiel 47.1-29); e, como percussor do dia em que a riqueza de todas as nações seja levada da casa de Deus (Isaías 60.4-16; Habacuque 2.6-9; Salmos 72.10-11; Apocalipse 21.24-26), o nascimento do Rei de reis foi honrado pelos sábios que trouxeram dons do oriente (Mateus 2.1-11).
            Uma chave principal para achar o local do jardim do Éden original é o fato de que os quatro grandes rios que regavam a terra se derivam somente do rio do Éden (Gênesis 2.10-14). O dilúvio alterou drasticamente a geografia do mundo, e também destes rios (Pisom e Giom) já não existem. Os outros dois rios são o Tigre (Hiddekel em hebraico) e o Eufrates, que agora não nascem da mesma fonte, como era desde então. Mas a Bíblia se nos diz onde estavam situados estes rios: o Pison corria pela da terra de Havilá [Arábia]; e o Giom corria através de Cuxe [Etiópia]; o Tigre corria através da Assíria; e o Eufrates fluía através da Síria e Babilônia (desde onde agora se encontra com o Tigre, como a 40 milhas sobre o Golfo Pérsico). Por conseguinte, a fonte comum deste rios era o norte da Palestina, e provavelmente o norte geográfico, na área da Armênia e o Mar Negro – que é, de modo interessante o lugar onde se iniciou a raça humana depois do dilúvio (Gênesis 8.4). Como fonte de água, o Éden era, pois, fonte de benção para o mundo, proporcionando a base para a vida, a saúde, e a prosperidade de todas as criaturas de Deus.
Por esta razão, a água se converte em um símbolo importante na Escritura a causa das bênçãos da salvação. O crente individual, a salvação é um poço de água que brota para vida eterna (João 4.14); porém, assim como o rio do Éden era alimentado por uma multidão de mananciais (Gênesis 2.6 – NVI), a água da vida se converte em um rio de água viva, que flui da igreja pra o mundo (João 7.37-39; Ezequiel 47.1-12; Zacarias 14.8) curando e restaurando toda a terra, de modo que até as terras desérticas são transformadas em um jardim (Isaías 32.13-17; 35.1-2). Assim como o Espírito é derramado, “Jacó lançará raízes, Israel florescerá e lançará renovos, e encherá de fruto a face do mundo” (Isaías 27.6)
Finalmente, um aspecto muito importante da localização do Éden é que estava sobre um monte (O Éden mesmo era provavelmente um planalto em cima de um monte). Isto se deduz do fato de que o Manancial de água para o mundo estava no Éden: O rio simplesmente caía do monte em forma de cascata, que se dividia em quatro braços ao correr. Também quando Deus fala do rei de Tiro (referindo-se a ele como se fosse Adão, em termos do chamado original do homem) disse: “No Éden, no jardim de Deus estiveste ...Eu te pus no santo monte de Deus” (Ezequiel 28.13-14).
Que Éden era originalmente “o monte santo” explica a importância de haver Deus escolhido montes como locais para seus atos e suas revelações de redenção. A expiação substitutiva em lugar da semente de Abraão teve lugar no monte Moriá (Gênesis 22.2). Foi também no monte Moriá onde Davi viu o Anjo do Senhor de pé, espada na mão, pronto para destruir a Jerusalém, até que Davi construiu um altar ali e fez expiação por meio de um sacrifício ( 1º Crônicas 21.15-17). E, sobre o monte Moriá, Salomão construiu o templo ( 2º Crônicas 3.1). A revelação por graça de Deus de sua presença, seu pacto e sua lei teve lugar no monte Sinai. Assim como Adão e Eva se lhes havia impedido de entrar no jardim, ao povo de Israel se lhe proibiu aproximar-se do monte santo sob a pena de morte (Êxodo 19.12; consultar Gênesis 3.24). Porém, a Moisés (o mediador do antigo pacto, Gálatas 3.19), aos sacerdotes, e aos 70 anciões do povo se lhes permitiu encontrar-se com Deus no monte (depois de fazer sacrifício de expiação), e ali comeram e beberam a comunhão na presença do Senhor (Êxodo 24.1-11). Foi sobre o monte Carmelo onde Deus trouxe o povo desgarrado de volta para si mesmo por meio de sacrifício  nos dias de Elias, e onde os intrusos ímpios em seu jardim foram levados prisioneiros e destruídos ( 1º Reis 18; é interessante que  carmel é uma palavra hebraica para jardim, plantação, e horto). Novamente, sobre o monte Sinai (também chamado de Horebe), Deus revelou a Elias sua presença salvadora, e lhe comissionou novamente como seu mensageiro para as nações (1º Reis 19).
Em seu primeiro grande sermão, o Mediador do novo pacto apresentou a lei novamente, apartir de um monte (Mateus 5.1ss). Sua designação oficial dos apóstolos se fez em um monte (Marcos 3.13-19). Em um monte, Ele se transfigurou na presença de seus discípulos em uma reluzente revelação de seu glória (lembrando associações com o Sinai, Pedro chama a isto “o monte santo” em 2ª Pedro 1.16-18). Sobre um monte, Jesus fez o anúncio final do juízo contra o infiel povo do pacto (Mateus 24). Depois da última ceia, Jesus subiu em monte com seus discípulos, e dali seguiu para o jardim onde, como o primeiro Adão, prevaleceu sobre a tentação (Mateus 26.30;  consultar 4.8-11, ao começo de seu ministério). Finalmente, ordenou a seus discípulos encontrar-se com ele em um monte, de onde lhes comissionou para que conquistasse as nações com o evangelho, e lhes prometeu enviar-lhes o Espírito Santo; dali, ascendeu na nuvem aos céus (Mateus 28.16-20; Atos 1.1-19; para ler mais sobre a importância desta nuvem, veja o capítulo 7 deste livro)
De modo algum tenho esgotado a lista que poderia se fazer várias referências às atividades redentoras de Deus nos montes; porém, as que se tem citado são suficientes para demonstrar que o fato de que, na redenção, Deus nos chama a retornarão Éden: temos acesso ao santo monte de Deus por meio do sangue derramado de Cristo. Temos vindo ao monte de Sião (Hebreus 12.22), e podemos nos aproximar livremente deste Lugar Santo (Hebreus 10.19), se nos permite, pela graça de Deus, participar novamente da árvore da vida (Apocalipse 2.7). Cristo tem construído sua igreja como uma cidade sobre um monte, para dar luz ao mundo (Mateus 5.14), e tem prometido que as nações chegarão a ver essa luz (Isaías 60.3). Os profetas estão cheios destas imagens de montanhas, dando testemunho de que o mundo mesmo será transformado em Éden: “Acontecerá no findar dos tempos que o monte da casa do SENHOR será assentado como cabeça dos montes, e será exaltado sobre as colinas, e virão a ele todas as nações” (Isaías2.2; consultar Isaías 2.2-4; 11.9; 25.6-9; 56.3-8; 65.25; Miquéias 4.1-4). Assim, virá o dia em que o reino de Deus, seu santo monte, “encherá toda a terra” (Veja-se Daniel 2.34-35,44-45), assim como o domínio original de Deus se cumpre no segundo Adão.


Os Minerais do Éden.
No rio Pisom, que nascia no Éden, fluía “ao redor de toda a terra de Havilá, onde existe ouro. E o ouro daquela terra é bom; ali há o bdélio e a pedra de ônix” (Gênesis 2.11-12). O propósito destes versículos é claramente relacionar em nossas mentes o jardim do Éden com pedras preciosas e minerais; e este ponto se enfatiza em outras referências bíblias que fala do Éden. A referência mais óbvia se encontra na declaração de Deus ao Adão caído (parte da qual foi citada mais acima): “No Éden, no jardim de Deus estiveste; de toda sorte de pedra preciosa era a tua veste; o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro...” (Ezequiel 28.13).
Na realidade, o solo parece ter estado bastante coberto com toda a classe de pedras preciosas cintilantes, segundo o próximo versículo: “no meio das pedras de fogo tu passeavas”. A abundância de joias é considerada aqui como uma benção: a comunhão com Deus no Éden  significava estar rodeado de beleza. Moisés nos diz que o ouro daquela terra era bom ( quer dizer, em seu estado natural; não estava mesclado com outros minerais). O fato de que o ouro deve ser extraído da terra por meio de métodos custosos é resultado da maldição, particularmente no juízo do dilúvio.
A pedra chamada ônix na Escritura possivelmente é idêntica a pedra atual do mesmo nome, porém não há exatidão sobre isto; e ainda existe menos certeza em relação a natureza do bdélio. Porém, ao estudar a história bíblica da salvação, aparecem algumas coisas muito interessantes acerca destas pedras. Quando Deus redimiu seu povo do Egito, ordenou ao sumo sacerdote que usasse vestiduras especiais. Nos ombros, o sumo sacerdote deveria levar duas pedras de ônix com o nome das 12 tribos escrito nelas; e Deus declara que estas pedras são “pedras memoriais” (Êxodo 25.7; 28.9-12). Um memorial de quê? A única menção do ônix antes do Êxodo ocorre em Gênesis 2.12 com referência ao Jardim do Éden! Deus queria que seu povo olhasse ao sumo sacerdote – que de muitas maneiras era símbolo do homem plenamente restaurado à imagem de Deus – e que assim lembrasse as bênçãos do jardim, quando o homem estava em comunhão com Deus. As pedras deveriam servir como lembretes para o povo de que, ao salvar-lhes, Deus estava restaurando o Éden.
Um exemplo ainda mais notável disto é no que se nos diz acerca da provisão do maná por parte de Deus. Em si mesmo, o maná era uma recordação do Éden, pois, enquanto o povo de Deus estava no deserto (a caminho da terra prometida da abundância), o alimento era abundante, tinha bom sabor, e era fácil de achar – como, claro que, havia sido no Éden. Porém, no caso de não terem captado a mensagem, Moisés lembrou que o maná tinha cor do bdélio (Números 11.7) – a única ocasião em que a palavra aparece aparte de sua menção original no livro de Gênesis! E, diga-se de passagem, isto nos diz a cor do bdélio, pois em outra parte (Êxodo 16.31) que o maná era da cor branca. Nas mensagem de nosso Senhor para a igreja em Apocalipse, se usam imagens edênicas várias vezes para descrever a natureza da salvação (Veja-se Apocalipse 2-3), e em uma ocasião, promete: “Ao que vencer, lhe darei do maná escondido, e uma pedra branca” (Apocalipse 2.17)
É merecedor de ser notada que estas declarações com relação ao ônix e o bdélio foram feitos a Israel que viaja pela terra de Havilá! Enquanto eles viajaram, eles poderiam observar os efeitos terríveis da maldição que tinha convertido esta terra bonita e muito irrigada em “um deserto devastado no qual o vento uivou " – enquanto eles, por graça, podiam desfrutar das bênçãos do jardim do Éden. Este tema da restauração do Éden era também evidente no uso abundante do oro no mobiliário do tabernáculo e no templo (Êxodo 25.1; 1º Reis 6), e nas vestimentas do sumo sacerdote (Êxodo 28). Os  privilégios do primeiro Adão, aos quais havia renunciado nos foram restaurados pelo segundo Adão, ao estarmos novamente na presença de Deus por meio de nosso Sumo Sacerdote.
Nas profecias do Messias vindouro e suas bênçãos, os profetas do Antigo Testamento se concentraram nesta imagem edênica de joalheiro, descrevendo a salvação em termos de como Deus adornaria a seu povo:
Eis que Eu te cimentarei com pedras de turquesa, e te fundarei sobre as safiras. Teus baluartes  farei de rubis, e tuas portas de turquesa  e toda a tua muralha de pedras preciosas.  (Isaías 54.11-12). A imensidão do mar se tornará a ti, e as riquezas das nações virão a ti. Grande caravana de camelos  te cobrirá; os dromedários de Midiã e Efa; todos virão de Sabá; trarão ouro incenso e proclamarão os louvores do SENHOR...Certamente, as ilhas me esperarão, e primeiramente os navios de Társis, para trazer seus filhos de longe, sua prata e seu ouro com eles, pelo nome do SENHOR, teu Deus, e pelo Santo de Israel, que te glorificou. [...] Tuas portas estarão sempre abertas; não se fecharão nem de dia nem de noite, para que as riquezas das nações sejam trazidas para ti, e conduzidos a ti seus reis. (Isaías 60.5-6; 9,11).
 Em consonância com este tema, a Bíblia descreve-nos (Malaquias 3.17) e a nossa obra para o reino de Deus (1ª Coríntios 3.11-15) em termos de joalheria; e , ao final da história, ta a cidade de Deus é  desdobramento deslumbrante e brilhante de pedras preciosas (Apocalipse 21.18-20).
Assim, pois, a história do paraíso nos proporciona informações importantes sobre a origem e o significado dos metais preciosos e as pedras preciosas e, em consequência, do dinheiro também. Desde o principio, Deus atribuiu valor ao ouro e as joias, havendo-as criado como reflexos de sua própria glória e beleza. Por conseguinte, o valor original dos metais preciosos e as pedras preciosas era estético, e não econômico; sua importância econômica nasceu do fato de que eram apreciados por sua beleza. A estética vem primeiro que a economia.
Historicamente, o ouro vem a servir como um meio de intercâmbio precisamente porque seu valor era independente de, e anterior a, sua função monetária. O ouro não é intrinsecamente valioso (somente Deus possui valor intrínseco); em vez disso, o ouro é valioso porque o homem, como imagem de Deus, lhe atribuí valor. Biblicamente, um meio de intercâmbio é primeiramente  mercadoria, um artigo que os homens avaliam como tal. A Escritura sempre mede o dinheiro por peso, na moeda corrente (Levítico 19.35-37) e condena todas as formas de inflação como degradação da moeda (Provérbios 11.1; 20.10,23; Isaías 1.22; Amós 8.5-6; Miquéias 6.10-12).
Deus tem dado valor aos metais preciosos e as pedras preciosas, e tem criado em nós uma atração por elas; porém, também tem deixado bem claro que estas coisas não pode-se possuir ou desfrutar-se aparte da comunhão com Ele. Aos ímpios é permitido extrair estes metais da terra, e possuí-los por um tempo, para que sua riqueza possa ser finalmente a possessão do restaurado povo de Deus.
Ainda que [o ímpio] junto prata como o pó e prepare roupas como lama; ele haverá preparado, mas o justo se vestirá (Jó.27.16-17).
Ao pecador dá o trabalho de recolher e juntar, para dá-lo ao que agrada a Deus (Eclesiastes 2.26).
Quem aumenta suas riquezas com usura e com juros, para outro que se compadecerá dos pobres as aumenta. (Provérbios 28.8)
            Na realidade, há um princípio básico que sempre está em operação através da história: “A riqueza do pecador está guarda pra o justo” (Provérbios 13.22), “porque os malfeitores serão destruídos, mas os que esperam no SENHOR herdarão a terra.” (Salmos 37.9). Uma nação temente a Deus será abençoada com abundância, enquanto que as nações apóstatas á seu tempo perderão seus recursos, ao pronunciar Deus a maldição sobre os povos rebeldes e sua cultura.